domingo, 19 de janeiro de 2014
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Gotas
cinicamente no ponto de ônibus
eu dei um trago, depois disse não.
Então, a vida me ofereceu,
numa reunião de ex alunos da escola,
um copo de amor .
Eu bebi umgole, sorri
e educadamente
recusei a bebida.
Num dia ocioso,
o amor me sorriu
com um belo sotaque,
um latifúndio de amor,
mas eu logo disse não,
sem provar.
Madrugada a dentro
alguém derramou em mim
por descuido, um pouco de amor,
as cinzas de seu amor antigo...
gotas que ficam no fundo do copo.
Eu fui fundo sem saber
que tão perigoso quanto se atirar ao mar,
é tentar mergulhar em gotas.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Ela sempre vai amar o próximo
Ela vai amar o próximo porque conhecerá todas as suas máscaras.
Eu amarei o próximo porque o seu sorriso não se modificará.
Ela sempre vai amar o próximo porque ela odeia lagoa.
Odeia calmaria, prefere a incerteza do mar revolto.
Sempre amaremos o próximo, porque deus mandou.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O mar e o mundo
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Desistir é sempre uma tentação
Mais uma madrugada e eu permaneço inerte na mesma poltrona, levantei algumas vezes apenas para necessidades básicas. Sinto que lhe espero, mas não estou a lhe esperar, afinal, você não volta. Sinto cada dia mais forte, que esse é o fim da nossa história e agora, da minha vida. Acabou a comida, mas não sairei desta casa, vou definhar aqui, morrer onde mais tem seu rastro, morrer nessa casa, que é um mar de lembranças suas. Morrer aqui, assim, esperando você que não volta. Morrer aqui, na poltrona, derrotado, tão morto quanto você está agora, talvez mais. Morrerei assim, como um desistente, um inconsolável que não suportou as ironias da vida.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
A madrugada ataca
A madrugada é receptáculo de tudo que vaga
De tudo que paira, de tudo o que há
A madrugada guarda gozo e melancolia
É selvagem e segura sem ser contraditória, é carnaval no fim do dia
Despeja suas lástimas como açoite nos corpos culpados
A madrugada salta a janela do meu quarto
Quebra a vidraça, rasga multidões
Espalha seu coro por sobre os rojões do céu estrelado
Trabalho pintado da cor de morfeu
A madrugada devassa me encobre
Protege somente seus filhos
Do lado da cama me deito
Espero o refreio do clima neon...
Castigo a alvorada, mergulho na graça da morte do som.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Verdade
Você é de longe a estrutura que eu mais admirei em toda minha vida, digo estrutura por não ter certeza que você é humana, não estou brincando quando digo isso. Te vejo grande, gigante e pequena, acho que de tão genial e grande, vive se esbarrando pelos móveis da casa, que é o mundo. Sua grandeza assusta as pessoas, elas então precisam te machucar para se sentirem melhores, maiores e mais belas que você, mas é claro que isso é em vão. Fico olhando os seus olhos e vejo como eles são verdade, não são verdadeiros, são a própria verdade. Isso assusta, estranha. Eu já pensei que esse mundo não fosse para você, já pensei que as almas deste lugar nunca vão atingir o seu nível de passionalidade e de fé, pensei que é um erro deixar você aqui, mas talvez seja um erro te deixar ir para longe.
Te amo e te beijo como uma filha beija uma mãe.