sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mas o que resta para um amor que acabou sem estar acabado?
o pior do lugares! Sobra o morno, o meio, a metade,  o caminho incompleto.
Sobra o quase.
Aos amores turbulentos e caóticos sobra um belo fim.
Aos amores simples e belos, a eternidade.
Aos amores incompletos, sobra o ostracismo.
Ninguém lembrará, ninguém vai escrever sobre esse amor.

sábado, 24 de maio de 2014

Depois do fim, do desastre, do abandono...todo mundo vira poeta, todo mundo quer gritar baixinho sua dor. Eu devoro páginas em branco, acabo com todas elas com uma facilidade invejável. poeta se faz com dor e álcool, isso está em fartura por aqui. O poeta, a criança, o apaixonado, o abandonado e o religioso, são um só.

sábado, 17 de maio de 2014

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Nada funciona bem depois que você, embriagada, vomita no cama de um hotel  vagabundo. Nada deve funcionar direito depois de chorar frente a seu amor, enquanto vocês ensaiam um final com cara de dignidade.  Eu não sei exatamente, mas acho que essa coisa de dia-a-dia não é para nosso amor, ele funciona muito bem em datas comemorativas, eu sirvo como um bom divertimento, mas para o eterno parece que não. O fim de hoje é a segunda Guerra, aquela quinta foi a primeira, o motivo é o mesmo. Seu coração não é inteiro.Fim.

com que roupa eu vou.

com que dor eu escrevo?
posso usar o fato de você ser meu primeiro amor
ou falar que é sempre assim comigo
vou dizer que estou me sentindo enganada
ou falar do quanto eu me entreguei á você.
com que dor eu vou lhe dizer sobre esse ardor?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Para te fazer sorrir.

 Sentei na mesa quase que eufórica, pedi uma cachaça para suportar aqueles 12 minutos infindáveis. Eu não vou conseguir descrever a alegria de lhe ver caminhar em minha direção e ninguém nunca vai entender o que sentimos naquele abraço, você me prometeu nunca esquecer dele. Eu te olhei tanto durante o almoço, te tocava só para ter certeza que você estava ali, eu estava boba, como qualquer outra pessoa apaixonada. A grande verdade do dia é que não almoçamos! Corremos para a clandestinidade. Enfim, a sós. Você se fez minha posse e eu já era sua. Sua mão, seus lábios, seus olhos, seus olhares, teus abraços, nossas palavras, nada foi menos, tudo tanto, tudo se derramando. Eu não conhecia, você me guiava. Eu sempre queria, você não faltava. O cenário não ajudava, mas eu imaginava que a gente corria como personagem de filme francês. Eu, como toda criatura apaixonada,  fantasiava. Espero que você tenha visto poética quando eu corri e entrei, no que na minha cabeça, era um bonde do ano de 1296.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Hoje eu chorei. Hoje eu chorei por tudo. Chorei por todos eles, por todas as desilusões, todos os amores e todos os amigos. Hoje eu chorei e não sabia exatamente porque, mas sabia que precisava, que merecia. Chorei pela vida, ppr ela existir e ser tão agridoce. Eu chorei por sua causa e por outros mil motivos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Gotas

O amor me apareceu cinicamente no ponto de ônibus, eu dei um trago, depois disse não. Então, a vida me ofereceu, numa reunião de ex alunos da escola, um copo de amor .Eu bebi u m gole, sorri e educadamente recusei a bebida. Num dia ocioso, o amor me sorriu com um belo sotaque, um latifúndio de amor, mas eu logo disse não, sem provar. Madrugada a dentro alguém derramou em mim por descuido, um pouco de amor, as cinzas de seu amor antigo...gotas que ficam no fundo do copo. Eu fui  fundo sem saber que tão perigoso quanto se atirar ao mar, é tentar mergulhar em gotas.